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sábado, 12 de junho de 2010

Military Bitches

Bem, como todos que acompanham meu blog sabem, estou passando uns meses, por livre e espontânea vontade logicamente, no tiro de guerra de minha cidade, enfim...

E, logicamente, tenho que usar a farda do exército...

E, infelizmente ou felizmente (no caso a ser apresentado aqui; infelizmente), existe um certo fetiche por tras de usar o fardamento, algumas pessoas acham sensual ou atraente, anyway...

- os fatos narrados aqui acontecem entre 4:20 e 4:40 -

Lá estava eu andando de bicicleta, na ja conhecida madruga boladona, não estava tão frio como nos dias anteriores, mas isto não vem ao caso.

O caso é que eu andava tranquilo pela avenida do TG, não avistava muita coisa a frente pelo fato de estar escuro...

Ainda faltavam algumas quadras (ou quarteirões (variação linguistica maldita) para chegar ao quartel. Um amigo passou de moto do meu lado acenando, acenei de volta.

e aqui começa a história.

quando meu amigo de moto avançou mais uns metros eu ouço o grito

"LEVA EU JUNTO"

eu prossegui em frente, e pude ver o que era: três periguetes escrotas e bebaças, que exalavam DSTs, andando na madrugada...

logo após uma delas gritar isso, elas se viraram e seguiram em frente, feito isso me avistaram vindo de encontro

"AH! ESSE DE BICICLETA VAI TER QUE PARAR!"

continuei pedalando

"SE NÃO PARAR VAI TER QUE ME ATROPELAR!"

nisso, paguei pra ver o blefe, e continuei pedalando... a safada entrou na frente da bicicleta mesmo, e puxou meu braço...

sério, se eu caisse por causa de uma vagaba dessas, iria bater nelas com a bicicleta.

estava com muita raiva para bolar alguma ofensa verbal... puxei meu braço de volta com força e continuei a pedalar, nisso uma delas grita algo que fez eu rir bastante...

"TIRA ESSE ÓDIO DO SEU CORAÇÃO! VAMO POR UM POUCO DE AMOR AE!"

o pior de tudo, ou melhor não sei, é que quando cheguei no TG, passou um tempo chegou outro colega, feliz dizendo

"cara, peguei o telefone de umas mina mô massa ali em cima."

vai na fé, champs.

sábado, 29 de maio de 2010

Military Fail

Se você é um dos poucos que acompanha esse humilde bloguinho, sabe que estou sendo obrigado a servir a pátria.

Nossa história começa por aí, quando tenho que fazer algo de modo forçado, eu simplesmente não funciono direito...

acontece que na ultima instrução que tivemos, aprendemos a usar a baioneta (uma especie de faca que fica presa a sua coxa, mas também pode ser anexada na ponta do fuzil) e junto com a baioneta ganhamos um cinto.

Aqui gostaria de fazer outro adendo: meu porte físico é ridiculo, sou um anão magrelo e tosco... e devido a isso todo equipamento que recebo lá fica muito grande, demorando muito tempo para eu ajustar.

Após ganharmos esses apetrechos, o sargento estava explicando como a baioneta era anexada ao cinto, eu, contudo, estava ajustando o cinto ao meu corpão, e nao ouvi as instruções, mas até ae tudo bem, pois muita gente não sabia como fazer certo. Na hora de colocar a baioneta ao cinto, um atirador amigo, se ofereceu pra me ajudar e ajudar a outro ao meu lado, agradecido deixei ele me ajudar.

Aqui a coisa começa a feder.

Não fazendo por mal (sim, sei que foi um erro inocente) ele colocou a minha baioneta de modo errado, mas não só a minha... a dele e a do outro companheiro também.

Depois de um tempo, o sargento começou a passar de um em um para olhar o equipamento, se foi posto de modo certo e blá. Foi passando e ajustando o do pessoal, muitos estavam errados... até que ele chegou no meu.

Não sei o que houve, sabe, mas ele simplesmente se descontrolou, começou a gritar muito, me xingou (agora não lembro a palavra usada, mas era algo que eu nunca tinha ouvido haha) disse que era uma coisa fácil e todo mundo devia saber fazer, mandou eu tirar o cinto e arrumou de modo correto, me ofendendo em voz alta.

O mais engraçado disso tudo, é que o cara do lado, que estava errado exatamente do mesmo jeito, o sargento chegou e "poxa, deixa eu arrumar para você". acho que ele descarregou toda a barra de ódio em mim.

Eu já não funciono direito ao ser obrigado, ainda com o adicional de ser ofendido, meu cérebro desligou.

Após a sessão de ofensas, pegamos nossos fuzís, e o sargento ordenou

- Descan saar!

Assumi a posição de descansar, o fuzil ao lado, encostado na coxa uma mão segurando-o e a outra mao colada a outra coxa.

- Podem ajustar a farda e o equipamento.

Nesse instante, fui amarrar a baioneta a minha coxa... me virei e abaixei para amarrar, e escuto um barulho que me fez pensar o quão idiota eu sou.

Deixei o fuzil cair.

- VINTE!

Eu estava muito ocupado, me xingando, para ouvir o sargento me mandando fazer flexões.

Meus amigos do lado "paga 20, cara..." achei que fosse brincadeira e não o fiz.

- PAGA VINTE, AGORA!

"Caralho", pensei.

Deitei no chão e comecei a fazer flexão

- COM O FUZIL EM CIMA DAS MÃOS!

"Desgraça", pensei.

Peguei o fuzil e recomecei.

- TODO MUNDO, 3 VOLTAS AQUI AO REDOR!

Eu devia estar na 12º, mas quando ele mandou todos correrem, foram as flexões mais rápidas que fiz na vida... completei 20 peguei meu fuzil e sai correndo para alcançar os outros, que com certeza, só correram por minha culpa.

haha é engraçado porque estamos indo para o 4º mês de militarismo, e tinha a doce ilusão de que nunca iria fazer merda lá, mas ultimamente minha sorte anda me espantando, em questão de o quão ruim ela pode ficar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Military Tales

fatos ocorridos no dia 18/03

Acordei eram 3:45 da manhã, curioso, não tomei café da manhã igual todos os outros dias, não sei o por que, apenas estava pensando "vou chegar logo logo, comer um monte e capotar ate de tarde.
Fardei-me, peguei o que tinha de pegar (que se resume em uma chave) e fui de bicicleta seguindo a serenidade, na madruga boladona(sem se machucar dessa vez).
Assisti a instrução, fiz tudo que era preciso, apenas pensando em chegar em casa e desfrutar do merecido sono, eis que o relógio chega as 7 horas, hora de ir pra casa.

- 432 Ulisses - a voz em tom ordenante do sargento surgiu do nada.
- Senhor? - dizendo isso ao mesmo tempo em que ficava em pé.
- Você escolheu permanência da manhã, não foi?
- Hã.. Sim - ate me esqueci de chamar ele por 'senhor' na hora.
- então, vai ficar aqui hoje me ajudando.

Ele chamou outro atirador pra ajudar na tarefa... tivemos de ficar uma hora atoa, pois o sargento pediu pra encontrar com ele as 8, e eu passando fome lá.
Passado o tempo, ele falou nossa tarefa: organizar o almoxarifado do tiro de guerra.
Tivemos que contar, dobrar, medir, separar, encaixotar, dezenas de peças do fardamento... sem contar os coturnos, os tenis, e as roupas de educação fisica.
Resultado: saimos de lá ao meio dia :)
Morto de fome, sono e cansaço, voltei pra casa e dormi.

terça-feira, 16 de março de 2010

military stories

Não sei se vocês sabem, mas recentemente, fui obrigado a ser 'voluntário' nas forças armadas brasileiras, como na minha cidade não existe quartel, estou servindo ao Tiro de Guerra.
Muitos se orgulham, muitos gostam, eu particularmente não, o problema (que descobri atraves de muitas pesquisas e entrvistas (haha)) é que a maioria do pessoal se ve obrigado a gostar de servir a pátria... pelo simples fato de que se o fizer, será 'menos' pior o serviço militar; acho ridiculo isso, todos me aconselharam a 'começar a gostar' disso. só eu percebo o quao tosco é obrigar alguem a gostar de algo? bom, mas pro serviço militar, impor algo é normal, talvez seja por isso.
Enfim, esse post não é dedicado aos meus sentimentos quanto a militariedade da coisa e sim algo que me aconteceu hoje.

Retrocedendo um pouco.
Eu estava indo ao TG a pé, não é muito longe de casa, sao uns 20 minutos até lá, porém é um tanto quanto cansativo, além de ser maior parte subida, é de madrugada, sensibilizado com minha situação (haha) um amigo me emprestou uma antiga bicicleta dele, aceitei.
Precisava de uns ajustes e tudo mais, que foram feitos, troca de pneus, etc.

Enfim, hoje foi a primeira vez que fui lá de bicicleta, cheguei lá super rápido, foi até emocionante, com as pernas tremendo de cansaço, mas foi rápido. Depois de fazerem a chamada e fazermos flexões começou a instrução de hoje, que foi teorica, não posso dizer mais detalhes aqui, devido ao fato de poder ser preso riariar a instrução acabou, fui feliz pegar a bicicletinha pensando em chegar rapido em casa e dormir mais.
O começo do caminho, segui a pé caminhando com a bicicleta ao lado, pois era subida... passado algum tempo continuei em frente de bicicleta, estava tudo tranquilo, apenas pensando em dormir ao chegar, percorri 90% do caminho perfeitamente bem, eis que faltando dois quarteiroes (ou quadras) para eu chegar ao meu sono, acontece algo.
O pedal da bicicleta escapa do meus pés vestidos com um coturno, estava em alta velocidade para uma bicicleta, o pedal deu uma volta completa e... BAM

a desgraça do pedal deu a volta e acertou meu tornozelo por tras, foi uma dor bem legal de se lembrar. Desci da bicicleta e fui mancando pra casa. ao chegar lá, a dor ja nao era tanta, mas passei um oleozinho só para garantir, e fui dormir.
Ao acordar vi uma bola no lugar do tornozelo.


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vida militar sempre me surpreendendo, enfim, espero que amanhã de madrugada eu esteja curado para depois me machucar de novo.