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sexta-feira, 30 de julho de 2010

ódio e morte (pt 1?)

- filho de uma puta maldita! eu vou sair daqui, e você vai pagar!

Era um galpão escuro e gelado, apenas se ouvia o som de passos e do ecoar de um grito de fúria, que iam perdendo a intensidade a cada momento que passava.

Suspenso no ar por cordas que lhe prendiam as mãos, Cripple sofria, talvez mais por ódio do que por qualquer outra coisa. Na cabeça, a qual faltava seu fiel chapéu, estavam cabelos mal tratadados e sujos, o peito estava completamente reluzente pelo liquido vermelho e quente que ali estava espalhado. os cortes eram relativamente fundos.

Minutos? Horas? Não sabia a quantidade de tempo que havia passado, entretanto o barulho dos passos parecia estar voltando.

- não acha irônico: você vir até aqui para tentar me matar, e eu acabar virando o jogo e ter você aqui, preso?
- escuta aqui, Creed... vou fazer todas essas palavras transpassarem sua coluna dorsal, nem que seja a ultima coisa que eu faça.
- ha ha ha, não seja imbecil John... você não pode fazer nada...

A faca gelada riscava o peito de Cripple como se cortasse um pedaço de papel, Loco Creed se divertia alucinantemente enquanto fazia o ato. Não era um homem velho... não passava de 30 anos, no rosto, possuia feiçoes doentias que expressavam claramente a insanidade e o prazer em causar dor. Trajava roupas simples, nada de mais. Era relativamente magro, em comparado a sua altura. Passava cuidadosamente a faca pelo peito de sua vitima, buscava o cuidado necessário para ser lentamente doloroso.




Continua ( ou não...)

acho que quase ninguem aqui sabe sobre John Cripple, ou o universo a qual ele pertence...

bom, ele é um personagem criado por mim... e faz parte de uma história em quadrinhos que comecei a fazer. "Deploravel Mundo Novo" se chama... conta com a ajuda de Henrique e Fabiano... o projeto esta incrivelmente parado... mas vira e mexe ainda faço algo relacionado ao universo deplorável... como fiz hoje:



um 'teaser trailer' do deplorável... nao é lá essas coisas... mas enfim.

sim.. rabiscos toscos junto do conto... se gostarem farei sempre assim...

sábado, 5 de junho de 2010

A vida como ela é

Que merda de vida, mas sempre soube que seria assim, afinal do jeito que a levo, nao tem como ser diferente...

Com o vento cortando seu rosto e balançando seus longos cabelos mal tratados, Cripple corria velozmente em seu veiculo, que, mais cedo naquele dia, havia roubado.
- Pelo menos valeu a pena, grana fácil, o único problema é viajar com essa cabeça fedida do lado...
é, John... você esta com problemas... esta começando a falar sozinho...

Nunca soube ao certo o porque de eu fazer isso... prazer? acredito que tenho um pouco... mas confesso que foi adquirido, no inicio era simplesmente indiferente...

As montanhas iam desaparecendo e no cenário desforme, a poeira ia surgindo conforme John Cripple acelerava sua montaria de aço. Enquanto a paisagem mudava, em uma espécie de degradê sinistro, de montanhas para completo deserto, a noite ia chegando.

Hoje em dia não se tem muita escolha na verdade, mas sei que não faço o que faço para me dar bem na vida ou qualquer coisa do tipo... até porque é um trabalho sujo...

O motor roncava, gritando por mais combustivel, contudo, no horizonte algumas luzes foscas iam surgindo, quem diria: a pequena cidade estava proxima.
- Estamos quase lá, sua cabeça podre... quem diria que um esquartejador de merda igual a você iria me render o dinheiro pr'a passar o mês todo?

Faço o que faço porque sou bom nisso, algumas vezes tenho ate orgulho. Matar pessoas que merecem a morte, e receber por isso, convenhamos, é satisfatório...

Chegando na velha cidadee saindo do carro, que agora já estava sem combustivel, e levando um saco em sua mão direita, Cripple foi caminhando de modo sereno, ate alcançar e adentrar na estalagem que ali havia, para entregar o seu troféu e receber sua recompensa.

É uma merda de vida... mas foi a que eu escolhi, como disse, as vezes sinto prazer e orgulho disso, muitos podem não achar digno, mas não me importo, é o que sei fazer. Caçando, matando e lucrando, é assim que vou seguindo, sem planos para o futuro.

domingo, 11 de abril de 2010

Supresas da Vida - fim

Vendo vários anuncios de procura-se, e sem acreditar como o dinheiro veio ate ele de um modo tao simple, John adiantou-se e foi ate o cartaz mais próximo.
-nhe, 'procurado por chacina', este nao serve, muito trabalhoso - procurou mais um pouco ate achar o alvo perfeito.
-aha! 'Roy Depravo - pertubador da paz, trombadinha - Procurado vivo ou morto'. E estão dando 500 contos por esse, praticamente estao dando o dinheiro de graça!
Com o cartaz em mãos, John Cripple, desta vez cheio de energia, atravessou o bar e voltou ao cenário deplorável que era a pequena cidade aonde estava. Seu faro bem treinado para esse tipo de trabalho já tinha lhe ensinado que alvos como este não costumavam sair da cidade para se esconder, em geral ficavam escondidos em qualquer buraco, esperando a poeira baixar, e por que esse seria diferente?
Não poderia ser tão difícil encontrar Roy, afinal a cidade não era grande, muito pelo contrário... era práticamente uma vila. Passado alguns poucos minutos de busca, Cripple já estava se perguntando se tudo isso valeria o esforço, a droga da cidade estava basicamente deserta...
Praticamente tomado pelo tédio novamente, a figura de cabelos longos e barba por fazer foi caminhando em frente, entrou na primeira esquina que viu...
- Po-podemos entrar n-num acordo, pes-ssoal!
- Desencana Depravo, ou você devolve o que pegou ou iremos esmagar sua cabeça e te levar conosco.
Cripple, desacreditado de sua sorte, avistou de longe um grupo de pessoas, deviam ter umas 5, e pelo que acabara de ouvir, uma delas era Roy Depravo, seu objetivo.
- E então, o que vai ser? vai devolver ou não? - disse o mais alto.
- N-não posso, v-você não entenderia! - Disse um Roy incrivelmente desesperado, enquanto um dos outros quatro homens tomava a frente para falar.
- Deixa de lenga-lenga, você teve sua chance, agora vai ter que ser levado sem membros, talvez.
- Acho que tenho uma idéia melhor...-pronunciou Cripple. Todos os 5 homens viraram espantados diante dele.
- E por acaso quem é você?
- Não tem sentido dizer, apenas me entreguem o idiota do Roy.
- harhar por que pensa que entregaremos?
- Vocês vão me entregar, só quero que façam isso por bem - Contra argumentou John com um tom incrivelmente imponente - apenas quero beber... vão embora e o deixem aqui.
- Esse desgraçado aí, roubou os pertences do nosso Senhor, ele não pode sair impune.
- Bem triste essa história, sério... mas EU vou levar o Depravo aí.
Perdendo a paciência, o maior dos homens correu em direção a Cripple, que já esperava por isso, sacou sua fiel arma e atirou, apenas uma vez foi suficiente, o homem grande caia sem respirar.
- ELE ERA MEU IRMÃO - gritou um dos homens, e ao gritar partiu para atacar John, ao mesmo tempo que os outros 2 homens que restaram.
Ao meio de toda aquela confusão a figura raquitica de Roy Depravo ia saindo na surdina.
- Nem pense em sair daqui, filho da puta! - gritou Jonh ao mesmo tempo que puxava o ladrão esguio pelo colarinho - você não vai sair tão fácil dessa!
Depois de vários disparos e pancadas, apenas o que sobrou no local foi sangue derramado e tripas a mostra, e é claro, John Cripple e sua presa muito bem capturada:
- O-o que o s-enhor vai fazer comigo?
- O cartaz dizia, vivo ou morto, você escolhe agora.

E beber nunca foi tao prazeroso.




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deixando claro algumas coisas:
- desculpem a demora para atualizar e por não visitar o blog de vocês, meu tempo estava curto (talvez ate renda alguns posts essa semana sem tempo). Mas espero que tudo volte ao normal agora.
- Esses contos, embora aleatórios, fazem parte de um universo muito maior que vocês pensam, Henrique sabe do que estou falando.
- Esses contos que aqui posto, não possuem uma ordem cronológica a ser seguida (entendido, Mayara?).
- Não, eu não bebo nem uma gota de álcool, quem me conhece sabe.
- O texto foi bem fraco, desculpem haha, preciso começar a planejar as histórias pra postar aqui e não postar tudo na hora =x

domingo, 28 de março de 2010

Surpresas da vida

- arg, que saco... absolutamente nada para se fazer, e nem tenho um maldito tostão no bolso p'ra eu poder me embebedar, desgraça... - sem parar de reclamar por um minuto, John Cripple ia seguindo sem rumo certo, aparentemente, vida de caçador de recompensas não é lá essas coisas.
- hey cara - disse, se dirigindo ao indigente mais proximo - hey cara!
- hum?
- aonde tem um bar, nessa droga de cidade?
- acho que seguindo por esse caminho, você vai encontrar um... mas posso estar enganado...
- é melhor não estar; sabe se lá é movimentado?
- deve ser, é o unico boteco da região.
- que beleza de lugar hein... - empurrando o indigente, John seguiu em frente.

Depois de alguns minutos de caminhada, e mais reclamaçoes, o objetivo era finalmente alcançado. O lugar era realmente deplorável: sujo, nojento, mesas quebradas, manchas de sangue pelas paredes e mesmo aparentando ser o lugar mais indesejavel do mundo, o mendigo estava certo, estava lotado.
Imponentemente puto, Cripple foi em direção ao barman, ou a pessoa que mais aparentava ser o barman.
- vendem algum tipo de álcool por aqui?
- o que você acha? - exalando desprezo.
- e fazem fiado, por acaso?
- isso não é sério, né?
- mas que inferno... - disse dando as costas ao simpático homem - com tanta gente nesse bar, com certeza deve ter algum zé ruela de que eu possa me aproveitar.
Passado inumeras tentativas fracassadas de aproximação, John ficou andando aleatóriamente pelo estabelecimento, e analizando cada lugarzinho, reparou como as madeiras que formavam as paredes eram toscas e mal pregadas, teias de aranhas por toda parte, uma espécie de monitor ficava preso a parede, contudo, aparentava estar estragado e logo mais ali havia uma porta, que antes ele não tinha notado. Sem se importar se era permitido a entrada, caminhou ate lá. Era uma salinha pequena, olhou em volta do lugar e se deparou com algo que não esperava:
um quadro de cartazes, mas não cartazes quaiser. Anuncios de recompensas.
- mas que caralho de sorte !


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continua quando a criatividade deixar

domingo, 7 de março de 2010

meio de vida - pt2

Parou o carro um pouco antes de se adentrar pela pequena cidade, entrar com um veiculo seria, de fato, muito alarmante.
Segiu em frente, sorrateiro, a cidade estava, deveras, deserta; provavelmente o alvo em questao eliminara os poucos habitantes do lugar. Sentia o coração batendo mais rápido, não por medo ou coisa parecida, mas sim pelo fato de estar proximo de completar outro tabalho. Se escondendo pelos cantos, continou seguindo pelas casas e moradias da cidade, todas com uma aparencia destruida, contudo, era apenas a aparencia. Nem tão longe dali, avistou uma porta entre aberta... não poderia ser, seria fácil de mais.
Mesmo sabendo dos riscos, arriscou.
- ARREEEE! - um vulto pulou sobre Cripple, que com um movimento automático arremessou a estranha figura por cima dos ombros, era um sujeito alto com longos cabelos vermelho fogo. o homem ruivo caiu de cabeça no chão e ficou desacordado lá. Cripple agiu rápido e correu pela casa.
- ouvi algo, acho melhor ir checar, Delbert deve estar fugindo do serviço de novo - falou uma voz grave.
- ok, mas acredito que não seja nada.
Ouvindo os passos firmes, o caçador de recompensas parou rapidamente e ficou rente a parede, apenas esperando. O som dos passos foi aumentando e aumentando.
Despejando toda sua força em seu punho, Cripple acertou em cheio o nariz do sujeito da voz grave, sentindo o sangue jorrar por sua mão, partiu para o próximo comodo onde encontrou o dono da segunda voz, que estava em choque, porém partiu para o ataque.
Esperava por isso, sacou a arma do coudre e acertou-lhe um tiro entre a testa. O barulho do disparo, com certeza, anunciaria sua chegada ao lugar todo.
Passou correndo pelo corpo inerte que ali surgiu, e subiu em disparada pelas escadas: havia um unico corredor, com uma porta no fim. Seguindo adiante, escancarou a porta.
- Há, imaginava que fosse você. John, certo? John Cripple...
A figura do cartaz estava ali, parado em sua frente, contudo estava se mexendo, e com um olhar um tanto quanto curioso.
- Acha mesmo que pode me matar e sair daqui ileso? Pensei que fosse mais esperto, John.
- Até agora não foi nada de mais chegar até você, pensei que ofereceria maior resistencia... acho que me enganei.
- Pois saiba, que tenho homens por toda a cidade, e nesse momento eles estao vindo para cá, devia ter sido mais cuidadoso, garoto.
- é melhor eu agir rápido então - e desferiu 4 tiros contra o corpo do alvo. Uma poça de sangue surgiu no local, John foi rápido e correu ate o corpo, sacando uma faca serrada, decepou a cabeça do homem, afinal, tinha que mostrar que concluira o trabalho, caso contrário não receberia seu pagamento.
Ouviu vários gritos de raiva e barulhos de passo, era verdade, não tinha pensando em como sair de lá vivo. Com a cabeça solta em uma mao correu escadaria a baixo, e adentrou-se no unico comodo da casa que não visitara, sair pela porta da frente seria loucura.
Agora estava numa especie de cozinha, incrivelmente suja e precária, não sabia como sua mente estava pensando tão rápido, a barulheira lá fora estava cada vez maior, o tempo estava se acabando. Correu ate o forno, e desprendeu o botijão que lá estava, arremessou-o pela janela, com uma unica chance de sucesso, afinal só sobrara uma unica bala em sua arma, atirou.
Um enorme ruido surgiu pelo local, labaredas de fogo apareceram cortando o ar, uma grande explosão foi criada, e com ela jogou para longe todos aqueles que viam furiosos atras de John.
Sem pensar duas vezes, Cripple saiu correndo procurando voltar ao seu carro. Conseguiu alcançar o veiculo, era estranho terminar o trabalho tão facilmente, esperava mais complicações.
Deu a partida, e cantando os pneus foi-se embora da pequena cidade, rumo ao horizonte para finalmente, completar o serviço.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

meio de vida - pt 1

Ele, de fato, era um tanto novo para esse tipo de serviço, porém, é bom como niguém, é praticamente o melhor naquilo que faz. Ele tem sangue frio? Infelizmente é algo necessário nesse tipo de vida.


Usava um chapéu surrado que continha seus longos cabelos cor de breu, barba por fazer, vestes sujas e de aparencia antiga. Em sua calça cor de terra, estava preso um coudre, e nele um revolver um tanto rustico e ao mesmo tempo, de algum jeito, um tanto sofisticado e moderno. Era um pouco mais alto que a média, e chamava a atenção pelo jeito imponente de andar; caminhava pelo espaço sem ser impedido pela multidão que lá também estava, andou ate chegar a bancada.
- algum serviço novo? - perguntou com um tom de indiferença na voz.
- chegou este cartaz ontem, estão oferecendo dois mil por ele.
Na imagem que o atendente do local indicou, estava o desenho de um homem calvo, estranhamente gordo, com um longo cavanhaque negro; logo a baixo do incomum desenho, estava as escritas "RECOMPENSA: 2.000"
- vou pegar esse mesmo - e arrancou o cartaz da parede.
- boa sorte, senhor Cripple.
Sem dar importância a essa ultima frase, deu as costas e saiu em direção a porta. Fazia um dia anormalmente claro, contudo normalmente calorento. Cripple se adiantou ate o veiculo que estava estacionado mais proximo, não era de fato um carro normal, parecia estranhamente modificado ou ate mesmo, algo feito com peças que não deveriam estar lá. Com um movimento rápido, quebrou o vidro de uma das portas, e se adentrou ao estranho carro, deu a partida e saiu em alta velocidade pela estrada de chão.

Andou pela paisagem catastrófica de montanhas e deserto ate a proxima cidadela, não sabia como, mas tinha certeza de que o serviço estaria lá, talvez pela sua grande experiencia no ramo, sabia que lá terminaria o trabalho.



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continua na proxima postagem, *tan dan dannnnnn*